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Caderno B

APÓS MOBILIZAÇÃO DE ARTISTAS, SECULT ANUNCIA DATA PARA PAGAR CACHÊS

Profissionais planejavam ato e acampamento na Praça dos Martírios, em Maceió

Por DA EDITORIA DE CULTURA | Edição do dia 06/08/2020

Matéria atualizada em 05/08/2020 às 23h14

Órgão diz que artistas que se apresentaram em junho em projeto emergencial receberão cachês no próximo dia 15
Órgão diz que artistas que se apresentaram em junho em projeto emergencial receberão cachês no próximo dia 15 - Foto: greyce bernardino
 

Os artistas alagoanos que prometiam um protesto para essa quarta-feira (5), em frente à sede da Secretaria de Estado da Cultura (Secult), que fica no Centro de Maceió, desistiram do ato e agora aguardam o pagamento do cachê, prometido pelo governo do estado para ser efetuado no próximo dia 15. O dinheiro devido é referente às apresentações realizadas por eles, neste período de pandemia, como parte do festival “Dendi Casa Tem Cultura”, criado pela pasta para apoiar os artistas locais durante o período em que eles estão sem se apresentar para o público. O fato é que os artistas selecionados se apresentaram, mas não receberam os cachês, que variam de R$ 700 a R$ 1.500. De acordo com a Secult, o pagamento a ser efetuado no dia 15 de agosto será destinado aos que se apresentaram de 11 a 30 de junho. Em texto divulgado pela Secult, a pasta tenta explicar a demora para quitar a dívida. “Em virtude dos trâmites processuais entre o órgão e a Secretaria de Estado da Fazenda, houve atraso no cadastramento dos formulários de 163 propostas, equivalente à 47% das apresentações totais, ocasionando o adiamento do pagamento por questões de sistema”, pontua, destacando que, durante todo o processo, tem mantido o diálogo aberto com a categoria. Nesta quarta-feira, alguns artistas que chegaram a se concentrar na Praça dos Martírios, no Centro de Maceió, falaram com a reportagem, classificando a situação como “frustrante”, quando questionados sobre o sentimento que se tem após trabalhar durante a quarentena e não ter recebido pagamento pelo serviço prestado. Antes, o diretor teatral Carlos Alberto havia questionado o caráter emergencial do projeto. “Queremos mais respeito, mais transparência. Conhecemos bem o edital, que fala de 30 dias. Ainda temos a mesma percepção sobre o edital, que ele não é emergencial. Quem tem fome tem pressa. Dendi casa tem cultura, mas não tem comida?”, disse Carlos à reportagem.

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