Gazeta de Alagoas
Pesquise na Gazeta
Maceió,
Nº 0
Cidades

MUDANÇA NO INTERVALO ENTRE DOSES PODE EVITAR NOVA INFECÇÃO

Para infectologista, medida, que está sendo estudada por técnicos do Ministério da Saúde, poderia reduzir número de casos e de mortes

Por regina carvalho | Edição do dia 24/07/2021

Matéria atualizada em 23/07/2021 às 21h28

| Ascom Secom Maceió

Pesquisadores estudam o impacto da mudança no intervalo da aplicação entre as doses das vacinas contra a Covid-19 como forma de proteção contra as novas variantes. Na avaliação da infectologista Normangela Barreto, a discussão é importante pois têm ocorrido casos de pacientes já imunizados, que mesmo assim foram infectados.

“Esperamos que o intervalo mude sim, estamos vendo casos de pacientes imunizados com duas doses e assim mesmo se infectando”, destaca a médica Normangela Barreto.

Para Rafaela Siqueira, assessora técnica do Programa Nacional de Imunização em Alagoas, tão logo ocorra a aprovação desta medida pela Coordenação Nacional do Programa Nacional de Imunização (CGPNI), órgão vinculado ao Ministério da Saúde (MS), que atua mediante as discussões de caráter científico, Alagoas seguirá a recomendação. A Gazeta pergunta à médica Normangela Barreto qual a avaliação dela nesses poucos mais de seis meses de vacinação contra a Covid-10 em Alagoas. “Neste período, considerando o número de vacinados, imunidade adquirida, conseguimos reduzir casos graves que necessitavam internação”, diz. “A Assessoria do Programa Nacional de Vacinação (PNI) em Alagoas vem trabalhando para manter a logística de distribuição o mais ágil possível, tão logo as remessas são envidas pelo Ministério da Saúde (MS) e, ao mesmo tempo, manter o padrão de qualidade que tal serviço requer. Sendo assim, Alagoas está dentre os estados com maior agilidade na utilização das doses, ou seja, seguimos avançando rapidamente na vacinação da nossa população”, declara Rafaela Siqueira, assessora técnica do Programa Nacional de Imunização em Alagoas.

MORTES PODERIAM TER SIDO REDUZIDAS, DIZ INFECTOLOGISTA

Segundo Normângela Barreto, sobre a queda do número de mortes e casos da doença – se atingiu o patamar desejado até agora – a infectologista disse acreditar que poderíamos ter reduzido mais, com otimização da vacinação. “Estamos avançando e o objetivo da vacinação é evitar casos graves e os óbitos. Porém, aliado as medidas não farmacológicas, como o distanciamento social, uso de máscara e a higienização das mãos com água e sabão ou álcool em gel, Alagoas vem obtendo bons resultados com a campanha de vacinação e registrando redução no número de casos, de hospitalizações e de óbitos, mas, a vacinação deve seguir sendo ampliada, bem como, as medidas de proteção”, afirma Rafaela Siqueira, assessora técnica. Graças às estratégias adotadas pelo Ministério da Saúde e alinhadas com os estados e municípios, priorizando grupos por maior exposição ao vírus (como trabalhadores da saúde), por comorbidades e faixas de idade, a médica Normângela afirma que foi possível avançar na prevenção e minimizar casos severos da Covid-19.

Entretanto, o atraso na remessa de doses de vacinas prejudicou o plano de imunização, na opinião da infectologista, “visto que com o avanço na imunização, poderíamos evitar novas ondas e prevenção novas cepas”, declara, que lembra que “quando estamos em pandemia, há a necessidade de armas protetivas, principalmente, quanto aos jovens porque são eles que têm maior probabilidade de infecções do vírus, devido rotina de vida, (saídas, festas, amigos)”.

Rafaela Siqueira, assessora técnica do Programa Nacional de Imunização, completa que as estratégias adotadas, priorizando grupos por maior exposição ao vírus segue as orientações da Coordenação Nacional do Programa Nacional de Imunização (CGPNI), órgão vinculado ao Ministério da Saúde (MS), que, por sua vez, é guiado por discussões em câmaras técnicas com especialistas da área. Ou seja, a escolha dos grupos prioritários ocorre mediante embasamento científico, ouvindo sempre a ciência.

Envio de vacinas

“O envio de novas remessas de vacinas para Alagoas e os demais estados têm ocorrido de forma parcelada. Mas, em Alagoas não há atraso na distribuição das doses que chegam e, imediatamente, após seguir os trâmites necessários, ocorre o encaminhamento para os 102 municípios do Estado”, finaliza Rafaela Siqueira.

A Gazeta pergunta à assessora técnica, se o percentual de vacinados poderia ser maior. “A Assessoria do Programa Nacional de Vacinação (PNI) em Alagoas vem trabalhando para manter a logística de distribuição o mais ágil possível, tão logo as remessas são envidas pelo Ministério da Saúde (MS) e, ao mesmo tempo, manter o padrão de qualidade que tal serviço requer. Sendo assim, Alagoas está dentre os estados com maior agilidade na utilização das doses, ou seja, seguimos avançando rapidamente na vacinação da nossa população”, reforça.

Mais matérias desta edição