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Opinião

MOMENTO CRÍTICO

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Por Editorial | Edição do dia 07/04/2021

Matéria atualizada em 06/04/2021 às 21h57

Boletim da Fundação Oswaldo Cruz alerta que a pandemia do novo coronavírus pode permanecer em níveis críticos durante o mês de abril. O relatório confirma que o vírus Sars-CoV-2 e suas variantes permanecem em circulação intensa em todo o País, o que pode estender a crise sanitária e dos sistemas e serviços de saúde nos estados brasileiros e suas capitais.

Segundo a Fiocruz, outro fator agravante é a sobrecarga dos hospitais, com elevado índice de ocupação de leitos de UTI. Os dados apurados pelos pesquisadores da Fiocruz revelam ainda novo aumento da taxa de letalidade, que passou de 3,3% para 4,2%, contra 2% no final de 2020. Os pesquisadores advertem que a expansão da letalidade pode ser consequência da falta de capacidade de se diagnosticar correta e oportunamente os casos graves, somada à sobrecarga dos hospitais. Ontem, o Brasil ultrapassou a barreira das 4 mil mortes diárias por Covid. De acordo com o balanço diário do Ministério da Saúde divulgado na noite de ontem, entre segunda e terça-feira, as autoridades de saúde confirmaram 4.195 óbitos em função da doença. Enquanto isso, a vacinação, apesar de estar mais rápida, ainda segue muito abaixo do ideal para conter a propagação do vírus. Até ontem, haviam sido distribuídos 43,3 milhões de doses de vacinas.

Desse total, foram aplicados 22,4 milhões de doses, sendo 17,4 milhões da 1ª dose e 4,9 milhões da 2ª dose. Atualmente a maior parte das pessoas está recebendo o imunizante produzido pelo instituto Butantan. Em menor quantidade, há a vacina de Oxford. O País encontra dificuldades para adquirir outros imunizantes. Diante desse cenário, os técnicos da Fiocruz defendem medidas duras para conter a transmissão do coronavírus e o crescimento do número de casos e óbitos. Entretanto, medidas como lockdown são de difícil execução no País e provocam discussões e até judicializações. O impacto econômico é muito grande, e é preciso garantir a sobrevivência das camadas mais vulneráveis da sociedade. Neste momento, é fundamental que governo e população façam a sua parte.

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