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Política

BAIXO EFETIVO DE PESSOAL É UMA DAS PRINCIPAIS PREOCUPAÇÕES COM OS NOVOS HOSPITAIS

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Por arnaldo ferreira | Edição do dia 24/07/2021

Matéria atualizada em 23/07/2021 às 20h33

O Conselho Estadual de Saúde faz visitas técnicas nos hospitais públicos para avaliar denúncias a respeito de supostas irregularidades funcionais, baixo efetivo, superlotação no Hospital Geral do Estado, custo funcional de cada unidade e ofertas vagas insuficientes no concurso público da saúde previsto para setembro. A informação é do novo presidente do Conselho, José Wilton da Silva. As visitas resultarão em relatórios com possíveis cobranças de correção de rumos. Cópia será endereçado ao Ministério Público Estadual. A depender da gravidade das denúncias, haverá recomendação de auditorias, disse o presidente do Conses/AL. Com relação à cobrança dos trabalhadores que querem concurso com três mil vagas, ou seja, três vezes mais do previsto no concurso de setembro, o Conselho iniciou o levantamento para identificar as necessidades e em seguida se pronunciará. “Depois da radiografia do quadro funcional, o Conselho editará uma resolução para o governo do estado mostrando a necessidade dos hospitais”. José Wilton, preliminarmente, identifica que há necessidade de mais vagas para acabar com contratos precários e provisórios. O Conselho também quer saber se a gestão dos hospitais será terceirizada, ou por organizações sociais como a Upas ou pela Secretaria de Estado da Saúde. “O governo ainda não sinalizou de que forma vai trabalhar, como funcionarão os hospitais. As novas Upas que foram construídas como serão administradas?”. José Wilton revelou que nas últimas semanas tem recebido reclamações de falhas estruturais principalmente em Delmiro Gouveia. “Vamos investigar e depois se pronunciar”. Com relação ao HGE, confirmou o ratoneiro problema da superlotação. Atribuiu ao fluxo gerado pela pandemia do coronavírus. “O HGE é a principal porta de entrada das vítimas de acidentes, problemas clínicos, de cirurgias emergenciais”. Segundo o presidente do Conselho de Saúde, a população confia no atendimento. “O problema é na recepção de pacientes. Mas, o hospital dispõe de excelentes profissionais”. Ele sugere que, depois de garantir o atendimento emergencial, estabilizar o paciente, ele (o paciente) deve ser imediatamente transferido para as unidades intermediárias, construídas para desafogar HGE. “Diante desta situação, a gente quer saber qual a estratégia do governo para desafogar o HGE com tantos hospitais novos? Como orienta a população?”, revela.

CONCURSO

Os novos hospitais têm profissionais de excelência e equipamentos modernos para tratamento de casos de coronavírus. O estado construiu os hospitais para melhorar o atendimento da maioria dos 3,3 milhões de habitantes, cuida dos prédios e não tem a mesma atenção com os servidores. Cadê os profissionais concursados? Cobrou o ex-presidente do Conselho Estadual de Saúde e presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde, Francisco Lima. “O concurso para 1,2 mil servidores não contempla a necessidade que é de, no mínimo, 3 mil funcionários”. O concurso público deverá regularizar as contrações dos hospitais e resolver a falta de servidores nas unidades antigas por conta das aposentadorias.

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