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Nº 5733
Conflito

BOMBARDEIO DE ISRAEL A ESCOLA DE AGÊNCIA DA ONU EM GAZA DEIXA 40 MORTOS

Militares israelenses disseram que local servia como base do grupo terroristas Hamas

Por da redação com agências | Edição do dia 07/06/2024

Matéria atualizada em 07/06/2024 às 00h09

Israel atingiu ontem uma escola de Gaza, em um ataque aéreo que, segundo o país, teve como alvo e matou combatentes do Hamas. Uma autoridade do Hamas disse que 40 pessoas, incluindo mulheres e crianças, foram mortas quando se abrigavam na instalação da Organização das Nações Unidas (ONU).

O ataque ocorreu em um momento delicado de negociações mediadas sobre um acordo de cessar-fogo que implica a libertação de reféns capturados pelo Hamas em 7 de outubro e de alguns dos palestinos detidos em prisões israelenses. O Hamas busca o fim permanente da guerra. Israel diz que deve primeiro destruir o grupo islâmico.

Em meio aos bombardeios, terroristas do grupo terrorista Hamas tentaram invadir o sul de Israel através do posto de fronteira de Kerem Shalom e entraram em confronto com as Forças de Defesa de Israel (FDI). Um soldado israelense e três terroristas do Hamas morreram. Um dos terroristas fugiu para a Faixa de Gaza

A tentativa de invasão ocorreu pouco antes do amanhecer. Soldados israelenses detectaram movimentos suspeitos perto da fronteira e iniciaram uma patrulha na área.

O Exército israelense considera que a área que os terroristas entraram é uma zona tampão e proíbe que civis palestinos passem pelo local. Os terroristas estavam armados com foguetes RPG e abriram fogo quando viram as tropas israelenses, segundo a mídia local.

Dois terroristas foram então eliminados por um ataque de drone e um terceiro foi morto por um tanque israelense. O grupo terrorista Hamas assumiu a responsabilidade pelo ataque. As FDI apontaram que não houve violação do território israelense e que o episódio está sendo investigado.

A morte do soldado Zeed Mazarib levou o número de soldados mortos na guerra entre Israel e o grupo terrorista Hamas a 290.

DECLARAÇÃO CONJUNTA

O Brasil, os Estados Unidos e outros países divulgaram ontem declaração conjunta, apelando a Israel e ao Hamas para que façam todos os compromissos necessários para fechar um acordo, enquanto os dois lados deram relatos contraditórios sobre o ataque à escola.

Ismail Al-Thawabta, diretor do escritório de mídia do governo do Hamas, rejeitou a afirmação de Israel de que a escola da ONU em Nuseirat, na região central de Gaza, escondia um posto de comando do Hamas.

“A ocupação usa histórias falsas e fabricadas para justificar o crime brutal que realizou contra dezenas de pessoas deslocadas”, afirmou Thawabta à agência de notícias Reuters.

Os militares de Israel disseram que tomaram medidas para proteger os civis, antes de seus caças realizarem “ataque preciso”, divulgando fotos de satélite que destacam duas partes de um prédio onde, segundo eles, os combatentes estavam baseados.

“Estamos muito confiantes na inteligência”, disse o porta-voz militar, tenente-coronel Peter Lerner, aos repórteres, acusando os combatentes do Hamas e da Jihad Islâmica de usar deliberadamente as instalações da ONU como bases operacionais.

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